quinta-feira, 24 de julho de 2008




CANÇÃO PRÁ TEU PERDÃO

Acorda amor.
O dia tá sorrindo lá fora
E já faz mais de meia hora
Que estou com aflição

Quero agora
De volta pegar tua mão
De volta ter teu coração
Não demora

Faz mais isso não
Vem me dar o teu perdão
Fui ausente mais voltei agora
Deixa entrar, tá muito frio lá fora...

*********
Essa canção me lembrou você.
Que não quer mais saber d'eu
Não a canto faz tempo, esquecí os acordes
Mas não esquecí de vocé
Tuas notas ainda soam nos meus ouvidos

Perdoa, vá. E diz que me ama
(eu preciso tanto...)

Beijos.

sexta-feira, 18 de julho de 2008



♥ Sandra:

Deslumbrante

Deslumbrante,
Um jardim no meio de chamas!

O meu coração conhece todas as formas:
Um prado para as gazelas,
Um mosteiro para os monges,
Para dos ídolos chão sagrado,
Ka'ba para o peregrino circular,
As tábuas da Tora,
Os pergaminhos do Corão.

Eu creio no amor;
Seja onde for que a sua caravana vira no caminho,
Esta é a minha certeza,
A minha fé.
Ibn Arabi



♥ Sandra:

Coincidência Infortuna
Quando dele te jurar,
Trêmula e suspirante,
E ele prometer se apaixonar
Infinito e para sempre -
Moça, anote isto:
Um de vocês mente.

Dorothy Parker
Tradução: Gustavo Faleck



♥ Sandra:

POEMA

Em todas as ruas te encontro
em todas as ruas te perco
conheço tão bem o teu corpo
sonhei tanto a tua figura
que é de olhos fechados que eu ando
a limitar a tua altura
e bebo a água e sorvo o ar
que te atravessou a cintura
tanto tão perto tão real
que o meu corpo se transfigura
e toca o seu próprio elemento
num corpo que já não é seu
num rio que desapareceu
onde um braço teu me procura

Em todas as ruas te encontro
em todas as ruas te perco

(Mário Cesariny)




♥ Sandra:

surdina

Baixo meu canto ao nível da sarjeta
e afino-o pelo sono do menino
que dorme entre seus trastes de engraxate:
já lhe tatua a pele a poeira preta
— e quem dirá se em seu peito franzino
é nuvem, pedra ou coração que bate?

Geir Campos

Do livro: "Canto de peixe & outros cantos", Civilização Brasileira, RJ, 1977



♥ Sandra:

Sorriso Intacto

Passam das três da madrugada
Me afundo, são sete, oito oceanos
Nenhum humano resistiria
Eu tento um passo mais largo
Um suspiro mais profundo
O mundo gira, eu solto o ar
No tempo nada se modifica
O retrato ao lado, intacto,
E o mesmo sorriso frio
O desenhado rosto magro
Um gole de café amargo
Os olhos cheios de solidão



(Cáh Morandi)

anjo**da poesia:

Pensamento voa!!!!

O pensamento me leva
Ultrapasso fronteiras
Penso em qualquer coisa
Sou livre chego a voar
Faço viagens no mundo
Imagino cada lugar
Como se eu estivesse lá
Não tenho correntes
Não há prisões
O pensamento vai longe
Não há leis e nem pessoas
Me comandando
Apenas vou caminhando
Por esse mundo sem fim
Pensamento coisa da gente
Trago tudo na mente
Emoções,pensamentos, pessoas
É só clicar, tudo está lá
E penso a hora que eu quero
Sem nada a me atrapalhar
Vamos pensamento, vamos voar

Anjo da poesia


♥ Sandra:

ROTINA

Jorge Elias Neto


Convivia-se com a conformidade
de ter o universo próximo de casa.

O espaço delimitado
pelo absurdo traço da conveniência
era marcado pelas solas dos sapatos.
(que trazia a fotografia do mijo fora da privada)

Para o gozo
O número era par.

De pouco importava a singularidade da morte.

sábado, 12 de julho de 2008

Helena:


Num tapete de água


Num tapete de água
vou bordando os meus dias,
os meus deuses e as minhas doenças.

Num tapete de verdura
vou bordando os meus sofrimentos vermelhos,
as minhas manhãs azuis,
as minhas aldeias amarelas
e os meus pães de mel amarelos também.

Num tapete de terra
vou bordando a minha efemeridade.
Nele vou bordando a minha noite
e a minha fome, a minha tristeza
e o navio de guerra dos meus desesperos,
que vai deslizando p'ra mil outras águas,
paras águas do desassossego,
para as águas da imortalidade.
Thomas Bernhard

Beijos com poesias... sempre!
Helena

Sandra Antonioli:

Saudade
Gilka Machado

De quem é esta saudade
que meus silêncios invade,
que de tão longe me vem?


De quem é esta saudade,
de quem?


Aquelas mãos só carícias,
Aqueles olhos de apelo,
aqueles lábios-desejo...


E estes dedos engelhados,
e este olhar de vã procura,
e esta boca sem um beijo...


De quem é esta saudade
que sinto quando me vejo?





♥Marli♥ ama:



O Vento na Ilha
Pablo Neruda

O vento é um cavalo
Ouça como ele corre
Pelo mar, pelo céu.
Quer me levar: escuta
como recorre ao mundo
para me levar para longe.
Me esconde em teus braços
por somente esta noite,
enquanto a chuva rompe
contra o mar e a terra
sua boca inumerável.
Escuta como o vento
me chama calopando
para me levar para longe.
Com tua frente a minha frente,
com tua boca em minha boca,
atados nossos corpos
ao amor que nos queima,
deixa que o vento passe
sem que possa me levar.
Deixa que o vento corra
coroado de espuma,
que me chame e me busque
galopandanto eu, emergido
debaixo teus grandes olhos,
por somente esta noite
descansarei, amor meu.
Beijinhos de boa noite




Sandra:

Estar em Ti

Quando te sinto,
minha alma cala,
e estremeço!

Fico somada em
teu corpo e alma,
buscando em mim...
um nós!

Quando me tatuo em você,
percebo em cada gesto,
a amplitude, desse amor,
que teima em cintilar,
em nossos olhos carentes.

Sandra Almeida

Sandra Antonioli:

Não é a geografia que nos aparta
esse poder de terras
mares
É a palavra
domini domus
que nos apresenta
encanta
captura
afasta

Cathia Almeida

sexta-feira, 11 de julho de 2008



♥Marli♥ ama:



É você

De tudo que eu mais quero pra mim
Fazer você feliz conta mais
De tudo que eu mais quero viver
Estar com você é bom demais
E tudo que eu puder te dizer
Não vai expressar o meu amor
Nada que eu possa te demonstrar
Nem o mais lindo lugar, seja onde for
Amar é contar as estrelas do céu
Amar é sorrir sem saber o porquê
Amar é se sentir mais leve que o ar
É viver, é você
Meu motivo é você
Minha vida é você
Sempre foi você
E assim será o meu amor.

Beijinhos de boa noite


Sandra Antonioli:

Traições de domingo



Ele traindo lembra,

- beijo não deixa marca.



Ela sozinha pensa:

corpos são grandes demais,

para que sejam apenas de um par de mãos.



Enquanto meus dedos descansam,

Será que há outros que amansam

o que era pra ser...

só meu?


Mariana Mota

quinta-feira, 10 de julho de 2008















FILHOS

(Florbela Espanca)

Filhos são as nossas almas,
Desabrochadas em flores;
Filhos, estrelas caídas
No fundo das nossas dores!

Filhos, aves que chilreiam
No ninho do nosso amor,
Mensageiros da felicidade
Mandados pelo senhor!

Filhos, sonhos adorados,
Beijas que nascem de risos;
Sol que aquenta e dá luz
E se desfaz em sorrisos!

Em todo o peito bendito
Criado pelo bom Deus,
Há uma alma de mãe
Que sofre p´los filhos seus!

Filhos! Na su´alma casta,
A nossa alma revive…
Eu sofro pelas saudades
Dos filhos que nunca tive!…

Sandra Antonioli:

DESCAMINHOS


a bússola que me guia
perdeu o norte pelo caminho.
sem rumo, tonta, a coitada,
levou-me, só por acaso,
a tropeçar no teu abraço,
a confundir nossos passos.

a bússola que me guia,
sem norte - por sorte -
reuniu nossos acasos
agregou nossos destinos,
misturou nossas estradas:

só caminhos; sem chegadas...


Rosane Coelho

Helena:


A uma fonte...



Fonte pura, fonte fria... (Onde vais, minha canção?)
Fonte pura..., assim queria que fosse meu coração:
fluir na noite e no dia sem se desprender do chão.
Eugénio de Andrade

Beijos com poesias... sempre!
Helena

Existem amigos especiais, que jamais vimos, que provávelmente
jamais veremos, mas que nos são inesquecíveis.
Gente que aprendemos a amar, que nos faz rir, nos faz chorar e
nos envolve de amor mesmo em silêncio e distante.
É assim que sinto minha doce amiga Helena.

Helena:


Se for preciso, irei buscar um sol
para falar de nós...


Na memória mais funda guardarei
palavras e olhares, se for preciso...

Só não trarei o resto da ternura...
no fundo do amor, tenho-a comigo.
quando a quiseres.
Ana Luísa Amaral

Beijos com poesias...
Helena

Helena:


Retratos nas paredes


As casas como as pessoas
guardam cicatrizes
expostas no rosto do tempo.

Às casas sempre voltamos
nelas a vida anda por trás do que passou
existem na existência indo embora.

As casas onde morei para viver
na afoitosa e lúdica adolescência
abrem rugas na face branca das paredes.

De dentro delas saltam sonhos
que não querem envelhecer
e o menino açoitando o vento nas curvas do rio
que se arrasta na carne azul da paixão.
Barros Pinho

Beijos com poesias... sempre!
Helena

Helena:


Este inferno de amar — como eu amo!
Quem mo pôs aqui n’alma... quem foi?
Esta chama que alenta e consome,

...
Como é que se veio a atear,
Quando — ai quando se há-de ela apagar?...
Almeida Garrett

Beijos com poesias... sempre!
Helena

Helena:


Reencontro


Hoje revi livros
de páginas amareladas
amassadas pelo tempo
pelo uso e usufruto...
Reavivei conceitos que
ficaram nos caminhos...
Reabasteci-me com idéias
e sonhos que não realizei
e descobri mensagens
guardadas nas entrelinhas...
Desarrumei o pensamento
para reconstruí-lo
e encontrei mil formas
de pensar melhor...
O livro era velho,
guardado, esquecido
mas renovei-me nele,
nas letras (quase) perdidas...
Lucia Vieira

Beijos com poesias... sempre!
Helena

Helena:


No desequilíbrio dos mares, as proas giraram sozinhas...
Numa das naves que afundaram é que tu certamente vinhas.


Eu te esperei todos os séculos, sem desespero e sem desgosto,
e morri de infinitas mortes guardando sempre o mesmo rosto.
E o sorriso que eu te levava desprendeu-se e caiu de mim:
e só talvez ele ainda viva dentro dessas águas sem fim.
Cecília Meireles

Beijos com poesias... sempre!
Helena

Helena:


Há certas almas como as borboletas,
cuja fragilidade de asas
não resiste ao mais leve contato,
que deixam ficar pedaços
pelos dedos que as tocam.


Mas, quase sempre, por saciedade
ou piedade, libertam-nas outra vez.

Elas, porém, não voam como dantes,
ficam vazias de si mesmas,
cheias de desalento...
Gilka Machado

Beijos com poesias... sempre!
Helena

Helena:


Chá para as borboletas


Janela – espelho meu.
Fragrância de almíscar selvagem
Me violenta.
Jovem com juba desgrenhada.
Velocidade lenta.
Garganta do poço este túnel
Cinza, onde trafego dias.
Penso na infância, sombra
Dos eucaliptos, recanto secreto
Onde eu servia chá às borboletas.
Bárbara Lia

Beijos com poesias... sempre!
Helena

Helena:


Espelho


O espelho:
na conquista da máscara definitiva
no prelúdio da morte capturada

O espelho, este
labirinto de Greta. Este
dédalo de meandros.
Esta verdade nua
e crua. Esta vertigem,
este hieróglifo de luz.

Ah! então é isso!
O espelho
é onde o pássaro do tempo pousa.
Se reflete,
se debate ferido, aferido.

E deflagra a morte provável.
Lindolf Bell

Beijos com poesias... sempre!
Helena

Helena:


... Eu acabara de abrir seu livro, quando tive vontade
de ver a sua caligrafia. Voltei para primeira página...
elas estavam ali, suas ternas, atraentes e belas palavras.
Eu o sinto comigo e aonde eu for você irá, não apenas seu olhar,
mas você inteiro. Eu o amo, e não há mais nada a acrescentar.
Simone de Beauvoir

Beijos com poesias... sempre!
Helena